martes, 15 de junio de 2010

África do Sul 2010, Alienação e Mundial dos Negócios Capitalistas

Nem esporte, nem espetáculo, nem remédio para o entretenimento. Segundo um estudo da consultora Deloitte & Touche, o futebol é um multimilionário negocio, equivalente a 17ª economia do mundo, que move US$ 500.000 milhões anuais.
Faturamento milionários, salários milionários, para um negocio multimilionário. Nem esporte, nem espetáculo, 22 robôs correndo uma bola e una maquinaria mediática para seguir alienado ao cérebro humano em um "show" funcional a rentabilidade capitalista.
O sistema se "Mundializa". E a inteligencia humana perde por goleada.

Por Manuel Freytas

Uma análise macroeconómico da consultora Deloitte & Touche revela que somonte 25 países produzem anualmente um PBI maior que a industria do fútebol em seu conjunto.
O futebol, que move anualmente um negocio de US$ 500.000 milhões, está em Africa do Sul, de cujos 39,7 milhões de habitantes, a metade sobrevive abaixo da nível da pobreza. Os mais pobres somente recebem um 6% do ingresso nacional total, e os mais ricos, um 10%, se repartem mais da metade dos ingressos nacionais. (isso somente se falando em Africa)
De acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU), África do Sul é um país marcado pelas desigualdades, onde um quarto da população oficialmente não tem trabalho e vive com um euro ao dia e onde mais da metade do país está dentro dos limites da pobreza.
O futebol, a escala mundial, é um macro negocio capitalista que maneja, milhoes de milhões de dólares, que inclui a empresas patrocinadoras, cadeias mediáticas e jogadores, que o convertem em um multi-rubro de faturamento com incidência em toda a economia global.
Em 11 junho, começou o Mundial em Africa do sul, a cabeça do alienado nível promedio estadístico (as maiorias "seduzidas" pelo "espetáculo" do futebol) adquirirá forma de bola de futebol.
Faturamento milionarios, salarios millonarios, para um negocio multimillonario. Nem esporte, nem espetáculo, 22 robôs correndo uma bola e uma maquinaria mediática para seguir convertendo o futebol em um "show" funcional a alienação do cérebro humano.
O objetivo não é divertir a massas, sim gerar rentabilidade capitalista com a alienação futebolista.
A consultora estadounidense Grant Thornton elaborou em dezembro passado um informe no que se estimava que o impacto econômico do mundial seria de uns US$7.325 milhões.
Ademais, entre outras cifras, se prevê a visita de 480.000 turistas que deixariam cerca de US$1.117 milhões durante o mês que durará a competição.(que não seria beneficio para a população mais pobre)
Este ano a gigantesca maquinaria comercial como futebol se montou em África do Sul, com 49 milhões de habitantes, dos quais a metade está por baixo da linha da pobreza.
La FIFA anunciou que se venderam dois milhões de entradas das 3.100.000 que se comercializarão.
Começa a circular cifras sobre as milionarias cotizaçoes das equipes "favoritas" e as cifras dos grossos contratos com as marcas patrocinadoras.
A seleçao da Espanha, ganhadora da Eurocopa 2008, é o time mais cotizado de cara ao Mundial 2010.
A somatória da cotização de seus onze titulares, entre os que se destacam estrelas como Fernando Torres, Cesc Fabregas e Andrés Iniesta somam um total de 303 milhões de euros.
Atrás de Espanha está a seleçao de Argentina com Messi.
A seleçao de Maradona cotiza um total de 293 milhoes de euros, encabezados pelo valor de mercado do astro mundial Lionel Messi cujo passe esta valorado em 140 milhoes de euros.
Logo se encontra a equipe inglés onde se destacam Frank Lampard del Chelsea, Steven Gerrard del Liverpool e Wayne Rooney do Manchester United, com um valor aproximado de 263 milhoes de euros.
Completando a primera línha se encontra Brasil, o gigante do futebol mundial. Kaka, Maicon, Lucio e mais estrelas somam um valor total de 223 milhoes de euros.
Mais atrás se encontra a seleçao portuguesa com Cristiano Ronaldo, e um valor aproximado de 201 milhoes de euros.
Logo sigue a seleçao ex-campea do mundo França, com 180 millhoes de euros, com jogadores "estrelas" como Sidney Govou e Bacari Sagna
Continuam Alemanha com 156 milhões, Holanda com 156, e a equipe defensora do titulo, Itália, curiosamente somente ocupa o posto número 10 com um valor aproximado de 127 milhões de euros.
Curiosamente, a cotização da seleção anfitriã, África do Sul, soma 35 milhões de euros, menos da metade d passe de Cristiano Ronaldo (93 milhões), quando foi transferido do Manchester United ao Real Madri.
Os países que compartilham o ultimo lugar são Nova Zelândia e Coréia Do Norte valorizadas em 15 milhões de euros.
Na área dos grandes beneficiários econômicos da dança multimilionária do Mundial, se anotam as firmas patrocinadoras, empresas transnacionais como Adidas, Nike e Puma, que utilizam ao evento como vitrina e como ferramenta de faturamento e de posicionamento no mercado.
Adidas "auspicia" a 12 seleções, sobre todo européias. Equipes como Espanha, Alemanha, França, Dinamarca são parte das seleções auspiciadas. Entre os auspiciados latino-americanos se destacam Argentina, Paraguai e México. Patrocinar aos argentinos tem para a transnacional um valor aproximado de 4.3 milhões de euros ao ano, enquanto que a Federação Mexicana de Futebol assinou um contrato de 2007 a 2014 por um valor de 51 milhões de euros.
Nike, o histórico rival de Adidas, auspicia a Brasil, um dos favoritos para alçar-se com o troféu mundial. Também se destaca o patrocínio a Portugal e Holanda, cujos contratos oscilam entre o 50 y 80 milhões de euros.
Puma, transnacional alemana que patrocinou a Itália no mundial passado, opera no continente africano onde patrocina a Ghana, Costa de Marfil e Camerao. Os contratos de Puma não superam os 2 milhões de euros mas sua marca esta em franco ascenso de cara a disputa do Mundial de África do Sul.
De acordo a consultora estadounidense Grant Thornton, una de las más prestigiosas en Sudáfrica, de los 480.000 turistas, uns 100.000 desembarcarán en el país sem entradas. Este dato alerta sobre un mercado negro sempre ativo: a revenda de tickets.
A audiência estimada do Mundial de Futebol será de 30 milhões de pessoas repartidas nos meios informativos como televisão, jornais e Internet, dos quais o 70 por cento consumirá algo durante os jogos, segundo os organizadores.
"Se o Mundial move ao mundo intero os empresários correm ao mesmo ritmo de um jogador em busca do gol. É que não somente 22 futebolistas são os que andam atrás de uma bola. Enquanto milhes de fanáticos vibram com África do Sul 2010, os agentes de mercado se emocionam com fazer seu negocio mundial nestes dias", (Jornal - El País de Espanha)
Umas das primeiras em colher dividendos foi Adidas, patrocinadora oficial dos implementos esportivos da Copa do Mundo e patrocinador de 12 dos 32 times em competição em Africa do Sul 2010.
Assinaturas de serviços como a da televisao por incrisçao DirecTv ofrece un pacote promocional por increver-se antes do Mundial de Futebol, que transmitirá as 64 partidas ao vivo e em alta definiçao. E dá tres meses gratis de programaçao.
E as agencias de viaje nao ficam atrás. Algumas oferecem o destino Africa do Sul com recorrido por Johannesburgo, Ciudad del Cabo, Durban, Sun City, las Cataratas Victoria, entre otras cidades, desde US$2.344.
A firma belga Ice Watch elaboróu a coleção Ice World Team, uma linha de relógios de Disseny com as cores das bandeiras dos 32 países participantes.
Estas são somente pontas do iceberg do multimilionário e polifuncional negocio com o Mundial de Futebol em África do Sul.
Nem esporte, nem espetáculo, 22 robôs correndo uma bola e una maquinaria mediática para seguir alienando ao cerebro humano em um "show" funcional a rentabilidade capitalista.
O sistema se "Mundializa". E a inteligência humana perde por goleada.

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